Para a criação dos meus mandarins, bengalins e diamente tricolor uso ninhos de piriquitos.
Estes ninhos são maiores que os ninhos normalmente usados para exóticos e além de serem mais espaçosos, adequam-se na perfeição à abertura nas minhas gaiolas de criação.

Estes ninhos têm o problema de serem mais caros à partida, especialmente se forem usados apenas para uma postura. No entanto, são normalmente feitos de uma madeira de melhor qualidade, que os torna mais duráveis e reutilizaveis.
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Bochecha negra é uma bonita mutação de mandarim, que resulta num pássaro bastante escuro.

Mandarim Bochecha Preta
O efeito desta mutação é a mudança de todos os pigmentos castanhos para preto. Uma vez que onde esta alteração é mais visível é na bochecha, a mutação recebeu o nome de bochecha preta.
Esta mutação provoca efeitos invulgares na fêmea, que apresenta uma bochecha tal como o macho, o que pode levar a alguma confusão na sexagem de aves que a apresentem.
A mutação é recessiva (ver mais sobre genes aqui), no entanto, é identificável nos portadores (ou em alguns deles) por apresentarem uma lágrima mais grossa que o normal e por vezes também parte da bochecha pode apresentar uma cor negra.
Prever os resultados do acasalamento entre duas aves (ou qualquer outro animal) pode ser quase uma ciência oculta. Mas através da compreensão da genética, tudo fica mais simples, previsível e controlável.
Estas regras são válidas para qualquer espécie, animal ou planta, mas vou usar sempre que possível como exemplo a espécie com que estou mais familiarizado, o mandarim.
Os genes são o código que determinam todas as características de um ser vivo, desde o seu comportamento ao seu aspecto. Uma alteração num único gene pode causar uma alteração drástica no aspecto de um ser vivo, ou não ter qualquer efeito.
Ao aspecto visível do sujeito afectado pelos genes dá-se o nome de fenótipo. Ao aspecto de um indivíduo de uma dada espécie que não sofreu qualquer mutação dá-se o nome de fenótipo selvagem e este deve ser sempre o passo de partida para verificar o efeito dos genes.
É também importante fazer a distinção entre uma mutação e uma raça, pois apesar de ambos serem ambos efectados pelos genes, são dois conceitos completamente diferentes e enquanto o primeiro é perfeitamente previsível e calculável, o segundo é um pouco mais incerto. Uma raça é um conjunto de ndivíduos de uma espécie que partilham um dado conjunto de características. Estas não são o resultado de um único gene, mas sim o resultado da interacção de um conjunto complexo de genes, que evoluiram em conjunto ao longo de várias gerações.
Aquilo de que vou falar são as mutações. Uma mutação é uma alteração num gene, que normalmente provoca algum tipo de efeito. As mutações que nos interessam são aquelas que causam alterações no fenótipo. Ler mais…
Os mandarins que apresentam esta mutação têm penas totalmente desprovidas de coloração, apresentando-se completamente brancos, mas de olhos pretos. Apesar das suas semelhanças com o albino, estas duas mutações nada têm em comum entre si para além do fenótipo, sendo a primeira extremamente rara entre mandarins.

Trata-se de uma mutação recessiva. Ou seja, para que se manifeste, o gene correspondente a esta mutação deve ser herdado de ambos os progenitores. Uma ave que herde este gene apenas de um dos progenitores será penas portador e não apresentará qualquer alteração. No entanto, pode transmitir o gene aos seus filhos, que poderão ser brancos o caso herdem também do outro progenitor.
Pessoalmente acho esta uma mutação muito bonita, pois o branco das penas fica muito bem com o bico vermelho. Tenho neste momento um casal de mandains brancos e algumas fêmeas brancas acasaladas com outros machos. Isto significa que do casal branco tirarei crias apenas brancas e das restantes fêmeas apenas portadoras (assumindo que os machos não são portadores, nesse caso, metade das crias seriam brancas) e em gerações futuras poderei tirar mais brancos, através de acasalamentos entre estes portadores.
Modifiquei radicalmente as minhas instalações para criação de aves exóticas.
Anteriormente usava um viveiro onde as aves viviam em colónia e uma gaiola de criação, usada essencialmente para reprodução selectiva.
Apesar de achar que estas aves são mais felizes a viver em colónia, o viveiro era pouco prático para se ter numa varanda. Para além de ocupar demasiado espaço, fazia muito lixo pque acabava por ir para dentro de casa.
Troquei então aquele viveiro por um conjunto de seis gaiolas de criação zincadas, que ocupam muito menos espaço e dão também condições muito boas a cada um dos casais.

6 gaiolas de criação 40x40 cm
Cada gaiola mede 40×40 cm e tem apenas a frente aberta, o que as torna muito boas para o inverno.
Existem também condições para colocar um ninho exterior e outro interior, aberto. No caso destas aves, optei pelo ninho exterior de madeira, que é mais adequado e permite acesso ao seu anterior através da tampa.
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