Edit: tópico actualizado com as novas instalações, ver aqui.
Estas aves são relativamente fáceis de criar, sendo muito pouco exigentes a nível de cuidado.
Tudo o que precisam é de um ninho, comida, água e uma papa de criação. São também bastante tolerantes à presença de humanos, pelo que não há grande problema em inspeccionar os ninhos.
Tenho vários casais a viver num viveiro, mas a melhor forma de os criar é em gaiolas individuais. Desta forma é possível dar maior tranquilidade ao casal e ao mesmo fazer uma selecção dos casais que pretendemos formar, de modo a obter os melhores resultados.
Infelizmente não tenho muito espaço, por isso tenho apenas uma gaiola com divisória que uso para criação.

Nesta gaiola vive neste momento um casal de mandarins e um de pardal de java. Em cada lado da gaiola existe uma porta onde coloco o ninho e outra para acesso à gaiola.

Este é o casal de mandarins que estou a criar, apenas se vê um pouco da fêmea mas é também muito bonita.
São ambos portadores das mutações peito preto e peito laranja, assim como da mutação diluido (penso ser este o nome, ainda não atinei muito bem com o nome de algumas mutações).
A mutação peito preto faz as riscas do peito “borratarem”, ficando o peito completamente preto. Assim como esta, as restantes marcações da ave também perdem a sua definição, a cauda perde as suas riscas, as pintas brancas nas manchas castanhas debaixo das asas desaparecem e a bocheca estende-se, podendo chegar a cobrir toda a cabeça.
A mutação peito laranja faz simplesmente todas as marcações pretas tornarem-se laranja, o que associado à mutação peito laranja resulta numa ave muito bonita, em que a cor laranja é muito visível.
Por fim a mutação diluido que tem o efeito de retirar a cor base do pássaro dá-lhe aquele tom mais claro, que se nota especialmente na fêmea.
Este casal está junto na gaiola há cerca de três semanas, o que já deu os seus frutos.

A fêmea pôs quatro ovos, que no próximo Domingo completam uma semana de choco, nessa altura vou verificar a fertilidade deles.
São pais muito atencioso, chocando os ovos vinte e quatro horas por dia. O macho e a fêmea revezam-se nesta tarefa, mas no caso deste casal é o macho quem passa mais tempo no ninho.
Se tudo correr bem, em mais uma semana nascerão quatro pequenas crias.
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