Hoje verifiquei os ovos dos dois mandarins de que falei há dias e infelizmente nenhum deles estava fértil. Tive que os deitar fora e agora aguardar que eles tentem de novo.
Foi dia de bastante mudanças no viveiro. Inspeccionei todos os ninhos e todos aqueles que não tinham ovos férteis a serem chocados foram retirados e lavados. Isto, para mudar o esquema em que os tinha, que se tornava pouco prático. Em primeiro lugar, porque estavam num ponto de difícil acesso, onde sempre que era necessário pegar em algum tinha que mover todo o viveiro e era preciso mais uma pessoa para soltar o ninho.
O resultado final foi este

Há ali espaço para dois ninhos, porque tive que deixar três no local pois tinham ovos.

Tive ainda uma agradável surpresa! Num desses três ninhos não havia apenas ovos, mas encontrei dois recém-nascidos!

Estes passarinhos nasceram de uma relação muito curiosa.
Há algum tempo estava um casal a chocar uns ovinhos e uma jovem fêmea por algum motivo resolveu juntar-se a eles. Depois disso os três nunca mas se separaram e esta é a segunda ninhada. Talvez por isso existissem sete ovos naquele ninho. Modernices, até aos pássaros já chegaram…
O pai dos passarinhos tem a mutação face preta, que o torna um pássaro muito bonito com muito preto no seu corpo. Existe probabilidade de 50% para cada um dos filhos herdar essa mutação, pelo que vai ser interessante acompanhar o crescimento.
Foi feita uma ultima mudança ao sistema de ninhos hoje, talvez a mais profunda. Resolvi deixar de utilizar palhas para a construção de ninhos e em vez disso colar um ninho de corda ao fundo de cada ninho.

Este método tem algumas vantagens em relação à utilização de palha. Em primeiro lugar, as palhas são muito pouco higiénicas, têm tendência para se espalharem por todo o lado e fazer muita porcaria. Num viveiro conjunto existe também o problema de alguns pássaros irem roubar palhas aos ninhos dos outros, destruindo os ninhos por vezes fazendo ovos ou mesmo passarinhos cairem ao cão. Alguns pássaros têm ainda uma tendência para fazer maus ninhos, cobrindo muitas vezes os ovos com palhas ou deixando espaços para onde os ovos podem deslizar e cair para o debaixo das palhas, ficando perdido.
Vou experimentar utilizar este método durante algum tempo até ver resultados práticos. No futuro se sentir necessidade posso fornecer algum pelo de animal para que possam revestir os ninhos tornando-os mais fofos. Mas espero que isso não seja preciso.
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