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Artigos com Etiquetas ‘criação’

Preparação de ninhos para exóticos

14, Março, 2009 27 comentários

Para a criação dos meus mandarins, bengalins e diamente tricolor uso ninhos de piriquitos.

Estes ninhos são maiores que os ninhos normalmente usados para exóticos e além de serem mais espaçosos, adequam-se na perfeição à abertura nas minhas gaiolas de criação.

Estes ninhos têm o problema de serem mais caros à partida, especialmente se forem usados apenas para uma postura. No entanto, são normalmente feitos de uma madeira de melhor qualidade, que os torna mais duráveis e reutilizaveis.

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Mandarim Bochecha Preta

7, Fevereiro, 2009 6 comentários

Bochecha negra é uma bonita mutação de mandarim, que resulta num pássaro bastante escuro.

Mandarim Bochecha Preta

Mandarim Bochecha Preta

O efeito desta mutação é a mudança de todos os pigmentos castanhos para preto. Uma vez que onde esta alteração é mais visível é na bochecha, a mutação recebeu o nome de bochecha preta.
Esta mutação provoca efeitos invulgares na fêmea, que apresenta uma bochecha tal como o macho, o que pode levar a alguma confusão na sexagem de aves que a apresentem.

A mutação é recessiva (ver mais sobre genes aqui), no entanto, é identificável nos portadores (ou em alguns deles) por apresentarem uma lágrima mais grossa que o normal e por vezes também parte da bochecha pode apresentar uma cor negra.

Genética para totós

27, Janeiro, 2009 4 comentários

Prever os resultados do acasalamento entre duas aves (ou qualquer outro animal) pode ser quase uma ciência oculta. Mas através da compreensão da genética, tudo fica mais simples, previsível e controlável.

Estas regras são válidas para qualquer espécie, animal ou planta, mas vou usar sempre que possível como exemplo a espécie com que estou mais familiarizado, o mandarim.

Os genes são o código que determinam todas as características de um ser vivo, desde o seu comportamento ao seu aspecto. Uma alteração num único gene pode causar uma alteração drástica no aspecto de um ser vivo, ou não ter qualquer efeito.

Ao aspecto visível do sujeito afectado pelos genes dá-se o nome de fenótipo. Ao aspecto de um indivíduo de uma dada espécie que não sofreu qualquer mutação dá-se o nome de fenótipo selvagem e este deve ser sempre o passo de partida para verificar o efeito dos genes.

É também importante fazer a distinção entre uma mutação e uma raça, pois apesar de ambos serem ambos efectados pelos genes, são dois conceitos completamente diferentes e enquanto o primeiro é perfeitamente previsível e calculável, o segundo é um pouco mais incerto. Uma raça é um conjunto de ndivíduos de uma espécie que partilham um dado conjunto de características. Estas não são o resultado de um único gene, mas sim o resultado da interacção de um conjunto complexo de genes, que evoluiram em conjunto ao longo de várias gerações.

Aquilo de que vou falar são as mutações. Uma mutação é uma alteração num gene, que normalmente provoca algum tipo de efeito. As mutações que nos interessam são aquelas que causam alterações no fenótipo. Ler mais…

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O mandarim branco

27, Novembro, 2008 8 comentários

Os mandarins que apresentam esta mutação têm penas totalmente desprovidas de coloração, apresentando-se completamente brancos, mas de olhos pretos. Apesar das suas semelhanças com o albino, estas duas mutações nada têm em comum entre si para além do fenótipo, sendo a primeira extremamente rara entre mandarins.

Trata-se de uma mutação recessiva. Ou seja, para que se manifeste, o gene correspondente a esta mutação deve ser herdado de ambos os progenitores. Uma ave que herde este gene apenas de um dos progenitores será penas portador e não apresentará qualquer alteração. No entanto, pode transmitir o gene aos seus filhos, que poderão ser brancos o caso herdem também do outro progenitor.

Pessoalmente acho esta uma mutação muito bonita, pois o branco das penas fica muito bem com o bico vermelho. Tenho neste momento um casal de mandains brancos e algumas fêmeas brancas acasaladas com outros machos. Isto significa que do casal branco tirarei crias apenas brancas e das restantes fêmeas apenas portadoras (assumindo que os machos não são portadores, nesse caso, metade das crias seriam brancas) e em gerações futuras poderei tirar mais brancos, através de acasalamentos entre estes portadores.

Bengalim do Japão

15, Novembro, 2008 6 comentários

O Bengalim do Japão é uma ave doméstica, que apenas existe em cativeiro e nunca existiu na natureza. Esta ave é o resultado de sucessivos cruzamentos entre diversas espécies de Lonchuras, estando perfeitamente adaptada à vida em cativeiro.

A principal característica desta ave não é o seu aspecto, mas a sua capacidade para se reproduzir. Estas aves são pais exemplares, durante a incubação dificilmente abandonam os ovos e nunca recusam comida a qualquer bico que a peça. Além disso, são excelentes madrastas para outras espécies de exóticos, se lhes forem colocados ovos de outra espécie chocam-nos e cuidam das suas crias com toda a naturalidade. Por este motivos, são utilizadas por muitos criadores como verdadeiras incubadoras vivas.

Devido às suas características como pais de substituição, esta é talvez a espécie mais comum entre os criadores de exóticos, uma vez que é sempre útil ter uma “incubadora” à mão para alguma eventualidade. Utilizar estas aves como mães de substituição é também a forma mais fácil de criar algumas espécies mais complicadas, que se tornam quase dependentes dos bengalins.

Criação de mandarins – Instalações

26, Outubro, 2008 13 comentários

Modifiquei radicalmente as minhas instalações para criação de aves exóticas.

Anteriormente usava um viveiro onde as aves viviam em colónia e uma gaiola de criação, usada essencialmente para reprodução selectiva.

Apesar de achar que estas aves são mais felizes a viver em colónia, o viveiro era pouco prático para se ter numa varanda. Para além de ocupar demasiado espaço, fazia muito lixo pque acabava por ir para dentro de casa.

Troquei então aquele viveiro por um conjunto de seis gaiolas de criação zincadas, que ocupam muito menos espaço e dão também condições muito boas a cada um dos casais.

 6 gaiolas de criação 40x40 cm

6 gaiolas de criação 40x40 cm

Cada gaiola mede 40×40 cm e tem apenas a frente aberta, o que as torna muito boas para o inverno.

Existem também condições para colocar um ninho exterior e outro interior, aberto. No caso destas aves, optei pelo ninho exterior de madeira, que é mais adequado e permite acesso ao seu anterior através da tampa.

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Abaixo-assinado pela regulamentação da criação e exposição de aves da fauna europeia

4, Outubro, 2008 Nenhum comentário

Neste momento, não existe qualquer tipo de regulamentação em Portugal sobre a criação, posse e exposição de aves da fauna europeia. Estas actividades são simplesmente proibidas para qualquer espécie em sob qualquer circunstância.

Isto leva a uma situação absurda em que por exemplo, é permitida a caça (sob determinadas condições) do pombo bravo, no entanto, não é possível a sua criação em cativeiro.

Por este e outros motivos, decorre neste momento um abaixo-assinado para que seja criada esta regulamentação e passe a ser possível criar e expor legalmente aves da fauna europeia.

Apoiem esta causa, clicando no link abaixo e assinando o abaixo-assinado.
(Abaixo-assinado: Criar Legalmente Aves da Fauna Europeia)

Crescimento de mandarins no ninho

7, Outubro, 2007 6 comentários

Há algum tempo resolvi acompanhar o desenvolvimento de duas crias de mandarim, desde o seu primeiro dia de vida até saírem do ninho. Durante este tempo tirei uma foto por dia, o resultado pode ser visto nas fotos seguintes.

Ver em formato slideshow.

Baby zebra finches  on the nest, day 1

Baby zebra finches  on the nest, day 2

Baby zebra finches  on the nest, day 3

Baby zebra finches  on the nest, day 4

Baby zebra finches  on the nest, day 5

Baby zebra finches  on the nest, day 6

Baby zebra finches  on the nest, day 7

Baby zebra finches  on the nest, day 8

Baby zebra finches  on the nest, day 9

Baby zebra finches  on the nest, day 10

Baby zebra finches  on the nest, day 11

Baby zebra finches  on the nest, day 12

Baby zebra finches  on the nest, day 13

Baby zebra finches  on the nest, day 14

Baby zebra finches  on the nest, day 15

Baby zebra finches  on the nest, day 16

Out of the nest

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Caído do ninho

25, Setembro, 2007 3 comentários

Hoje quando cheguei a casa, a minha mãe estava à minha espera e tinha na mão um dos passarinhos que nasceram no Domingo. Ele tinha caído do ninho e ela estava a aquecê-lo.

Tive então que retirar o ninho do lugar para o colocar e volta no seu lugar (relembro que para fazer isto aos ninhos antigos são precisas duas pessoas).

Quando abri o ninho tive uma surpresa agradável e uma desagradável. Tinham nascido dois novos passarinhos, mas dois deles não estavam no ninho propriamente dito, mas sim entre as palhas e a parede da caixa, prestes a caírem ou morrer por falta de alimento. Exactamente um dos problemas que me fez deixar de querer usar um ninho deste tipo…

Felizmente estavam todos vivos e de boa saúde. Retirei os três do ninho e enchi as partes vazias com palha e coloquei os quatro irmãos de volta.

Mandarins no ninho

Os passarinhos foram entregues aos pais e espero que a partir de agora tudo corra bem a estes quatro pequenotes.

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Dia de mudanças

23, Setembro, 2007 3 comentários

Hoje verifiquei os ovos dos dois mandarins de que falei há dias e infelizmente nenhum deles estava fértil. Tive que os deitar fora e agora aguardar que eles tentem de novo.

Foi dia de bastante mudanças no viveiro. Inspeccionei todos os ninhos e todos aqueles que não tinham ovos férteis a serem chocados foram retirados e lavados. Isto, para mudar o esquema em que os tinha, que se tornava pouco prático. Em primeiro lugar, porque estavam num ponto de difícil acesso, onde sempre que era necessário pegar em algum tinha que mover todo o viveiro e era preciso mais uma pessoa para soltar o ninho.

O resultado final foi este

Viveiro

Há ali espaço para dois ninhos, porque tive que deixar três no local pois tinham ovos.

Viveiro

Tive ainda uma agradável surpresa! Num desses três ninhos não havia apenas ovos, mas encontrei dois recém-nascidos!

Surpresa, passarinhos!

Estes passarinhos nasceram de uma relação muito curiosa.
Há algum tempo estava um casal a chocar uns ovinhos e uma jovem fêmea por algum motivo resolveu juntar-se a eles. Depois disso os três nunca mas se separaram e esta é a segunda ninhada. Talvez por isso existissem sete ovos naquele ninho. Modernices, até aos pássaros já chegaram…

O pai dos passarinhos tem a mutação face preta, que o torna um pássaro muito bonito com muito preto no seu corpo. Existe probabilidade de 50% para cada um dos filhos herdar essa mutação, pelo que vai ser interessante acompanhar o crescimento.

Foi feita uma ultima mudança ao sistema de ninhos hoje, talvez a mais profunda. Resolvi deixar de utilizar palhas para a construção de ninhos e em vez disso colar um ninho de corda ao fundo de cada ninho.

Interior do ninho

Este método tem algumas vantagens em relação à utilização de palha. Em primeiro lugar, as palhas são muito pouco higiénicas, têm tendência para se espalharem por todo o lado e fazer muita porcaria. Num viveiro conjunto existe também o problema de alguns pássaros irem roubar palhas aos ninhos dos outros, destruindo os ninhos por vezes fazendo ovos ou mesmo passarinhos cairem ao cão. Alguns pássaros têm ainda uma tendência para fazer maus ninhos, cobrindo muitas vezes os ovos com palhas ou deixando espaços para onde os ovos podem deslizar e cair para o debaixo das palhas, ficando perdido.

Vou experimentar utilizar este método durante algum tempo até ver resultados práticos. No futuro se sentir necessidade posso fornecer algum pelo de animal para que possam revestir os ninhos tornando-os mais fofos. Mas espero que isso não seja preciso.

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