Acasalamento de tartarugas
Até os bixinhos gostam!
Para a criação dos meus mandarins, bengalins e diamente tricolor uso ninhos de piriquitos.
Estes ninhos são maiores que os ninhos normalmente usados para exóticos e além de serem mais espaçosos, adequam-se na perfeição à abertura nas minhas gaiolas de criação.
Estes ninhos têm o problema de serem mais caros à partida, especialmente se forem usados apenas para uma postura. No entanto, são normalmente feitos de uma madeira de melhor qualidade, que os torna mais duráveis e reutilizaveis.
Bochecha negra é uma bonita mutação de mandarim, que resulta num pássaro bastante escuro.
O efeito desta mutação é a mudança de todos os pigmentos castanhos para preto. Uma vez que onde esta alteração é mais visível é na bochecha, a mutação recebeu o nome de bochecha preta.
Esta mutação provoca efeitos invulgares na fêmea, que apresenta uma bochecha tal como o macho, o que pode levar a alguma confusão na sexagem de aves que a apresentem.
A mutação é recessiva (ver mais sobre genes aqui), no entanto, é identificável nos portadores (ou em alguns deles) por apresentarem uma lágrima mais grossa que o normal e por vezes também parte da bochecha pode apresentar uma cor negra.
Prever os resultados do acasalamento entre duas aves (ou qualquer outro animal) pode ser quase uma ciência oculta. Mas através da compreensão da genética, tudo fica mais simples, previsível e controlável.
Estas regras são válidas para qualquer espécie, animal ou planta, mas vou usar sempre que possível como exemplo a espécie com que estou mais familiarizado, o mandarim.
Os genes são o código que determinam todas as características de um ser vivo, desde o seu comportamento ao seu aspecto. Uma alteração num único gene pode causar uma alteração drástica no aspecto de um ser vivo, ou não ter qualquer efeito.
Ao aspecto visível do sujeito afectado pelos genes dá-se o nome de fenótipo. Ao aspecto de um indivíduo de uma dada espécie que não sofreu qualquer mutação dá-se o nome de fenótipo selvagem e este deve ser sempre o passo de partida para verificar o efeito dos genes.
É também importante fazer a distinção entre uma mutação e uma raça, pois apesar de ambos serem ambos efectados pelos genes, são dois conceitos completamente diferentes e enquanto o primeiro é perfeitamente previsível e calculável, o segundo é um pouco mais incerto. Uma raça é um conjunto de ndivíduos de uma espécie que partilham um dado conjunto de características. Estas não são o resultado de um único gene, mas sim o resultado da interacção de um conjunto complexo de genes, que evoluiram em conjunto ao longo de várias gerações.
Aquilo de que vou falar são as mutações. Uma mutação é uma alteração num gene, que normalmente provoca algum tipo de efeito. As mutações que nos interessam são aquelas que causam alterações no fenótipo. Ler mais…
Os mandarins que apresentam esta mutação têm penas totalmente desprovidas de coloração, apresentando-se completamente brancos, mas de olhos pretos. Apesar das suas semelhanças com o albino, estas duas mutações nada têm em comum entre si para além do fenótipo, sendo a primeira extremamente rara entre mandarins.
Trata-se de uma mutação recessiva. Ou seja, para que se manifeste, o gene correspondente a esta mutação deve ser herdado de ambos os progenitores. Uma ave que herde este gene apenas de um dos progenitores será penas portador e não apresentará qualquer alteração. No entanto, pode transmitir o gene aos seus filhos, que poderão ser brancos o caso herdem também do outro progenitor.
Pessoalmente acho esta uma mutação muito bonita, pois o branco das penas fica muito bem com o bico vermelho. Tenho neste momento um casal de mandains brancos e algumas fêmeas brancas acasaladas com outros machos. Isto significa que do casal branco tirarei crias apenas brancas e das restantes fêmeas apenas portadoras (assumindo que os machos não são portadores, nesse caso, metade das crias seriam brancas) e em gerações futuras poderei tirar mais brancos, através de acasalamentos entre estes portadores.
O Bengalim do Japão é uma ave doméstica, que apenas existe em cativeiro e nunca existiu na natureza. Esta ave é o resultado de sucessivos cruzamentos entre diversas espécies de Lonchuras, estando perfeitamente adaptada à vida em cativeiro.
A principal característica desta ave não é o seu aspecto, mas a sua capacidade para se reproduzir. Estas aves são pais exemplares, durante a incubação dificilmente abandonam os ovos e nunca recusam comida a qualquer bico que a peça. Além disso, são excelentes madrastas para outras espécies de exóticos, se lhes forem colocados ovos de outra espécie chocam-nos e cuidam das suas crias com toda a naturalidade. Por este motivos, são utilizadas por muitos criadores como verdadeiras incubadoras vivas.
Devido às suas características como pais de substituição, esta é talvez a espécie mais comum entre os criadores de exóticos, uma vez que é sempre útil ter uma “incubadora” à mão para alguma eventualidade. Utilizar estas aves como mães de substituição é também a forma mais fácil de criar algumas espécies mais complicadas, que se tornam quase dependentes dos bengalins.
Realiza-se este fim de semana o 3º Campeonato Ornitológico Internacional C.O.M. do Atlântico, em Caminha, o qual visitei hoje.
Visitei as três edições deste evento, no últimos três anos e considero esta a melhor exposição de aves para quem vive no Norte do país. Este ano contou com 4385 aves inscritas, desde canários a araras.
Este ano senti que a variedade de canários e psitacídeos aumentou. No entanto, esteve bastante mais pobre no que toca a exóticos (que são as aves pelas quais mais me interesso). Também as vendas de aves junto à exposição estiveram mais pobres a nível de exóticos, mas muito mais ricas no que toca a canários.
Modifiquei radicalmente as minhas instalações para criação de aves exóticas.
Anteriormente usava um viveiro onde as aves viviam em colónia e uma gaiola de criação, usada essencialmente para reprodução selectiva.
Apesar de achar que estas aves são mais felizes a viver em colónia, o viveiro era pouco prático para se ter numa varanda. Para além de ocupar demasiado espaço, fazia muito lixo pque acabava por ir para dentro de casa.
Troquei então aquele viveiro por um conjunto de seis gaiolas de criação zincadas, que ocupam muito menos espaço e dão também condições muito boas a cada um dos casais.
Cada gaiola mede 40×40 cm e tem apenas a frente aberta, o que as torna muito boas para o inverno.
Existem também condições para colocar um ninho exterior e outro interior, aberto. No caso destas aves, optei pelo ninho exterior de madeira, que é mais adequado e permite acesso ao seu anterior através da tampa.
Neste momento, não existe qualquer tipo de regulamentação em Portugal sobre a criação, posse e exposição de aves da fauna europeia. Estas actividades são simplesmente proibidas para qualquer espécie em sob qualquer circunstância.
Isto leva a uma situação absurda em que por exemplo, é permitida a caça (sob determinadas condições) do pombo bravo, no entanto, não é possível a sua criação em cativeiro.
Por este e outros motivos, decorre neste momento um abaixo-assinado para que seja criada esta regulamentação e passe a ser possível criar e expor legalmente aves da fauna europeia.
Apoiem esta causa, clicando no link abaixo e assinando o abaixo-assinado.

Em Abril deste ano, apresentei aqui a minha Nepenthes Alata acabada de comprar. Hoje esta planta está muito mais saudável, mais bonita e também muito maior. Por este motivo, fui obrigado a escolher um novo vaso para ela.
Uma vez que esta planta tem aqueles copos que caem, a melhor opção será um vaso que a coloque longe do chão. Tinha duas opções, ou usava um vaso de cesto, ou então um vaso alto como uma jarra. Optei por esta ultima opção e penso que resultou muito bem.
O segundo aspecto a ter em conta ao escolher o vaso é a cor do mesmo. No caso desta planta, um vaso com uma cor muito forte, especialmente vermelho, ou estampado, retiraria todo o ênfase destas belas armadilhas. Assim, optei por este vaso bem claro e de uma cor sólida, que consegue tornar esta planta ainda mais bonita que ela já é.
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