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Arquivo de Novembro, 2008

O mandarim branco

27, Novembro, 2008 8 comentários

Os mandarins que apresentam esta mutação têm penas totalmente desprovidas de coloração, apresentando-se completamente brancos, mas de olhos pretos. Apesar das suas semelhanças com o albino, estas duas mutações nada têm em comum entre si para além do fenótipo, sendo a primeira extremamente rara entre mandarins.

Trata-se de uma mutação recessiva. Ou seja, para que se manifeste, o gene correspondente a esta mutação deve ser herdado de ambos os progenitores. Uma ave que herde este gene apenas de um dos progenitores será penas portador e não apresentará qualquer alteração. No entanto, pode transmitir o gene aos seus filhos, que poderão ser brancos o caso herdem também do outro progenitor.

Pessoalmente acho esta uma mutação muito bonita, pois o branco das penas fica muito bem com o bico vermelho. Tenho neste momento um casal de mandains brancos e algumas fêmeas brancas acasaladas com outros machos. Isto significa que do casal branco tirarei crias apenas brancas e das restantes fêmeas apenas portadoras (assumindo que os machos não são portadores, nesse caso, metade das crias seriam brancas) e em gerações futuras poderei tirar mais brancos, através de acasalamentos entre estes portadores.

Bengalim do Japão

15, Novembro, 2008 6 comentários

O Bengalim do Japão é uma ave doméstica, que apenas existe em cativeiro e nunca existiu na natureza. Esta ave é o resultado de sucessivos cruzamentos entre diversas espécies de Lonchuras, estando perfeitamente adaptada à vida em cativeiro.

A principal característica desta ave não é o seu aspecto, mas a sua capacidade para se reproduzir. Estas aves são pais exemplares, durante a incubação dificilmente abandonam os ovos e nunca recusam comida a qualquer bico que a peça. Além disso, são excelentes madrastas para outras espécies de exóticos, se lhes forem colocados ovos de outra espécie chocam-nos e cuidam das suas crias com toda a naturalidade. Por este motivos, são utilizadas por muitos criadores como verdadeiras incubadoras vivas.

Devido às suas características como pais de substituição, esta é talvez a espécie mais comum entre os criadores de exóticos, uma vez que é sempre útil ter uma “incubadora” à mão para alguma eventualidade. Utilizar estas aves como mães de substituição é também a forma mais fácil de criar algumas espécies mais complicadas, que se tornam quase dependentes dos bengalins.

3º Campeonato Ornitológico Internacional C.O.M. do Atlântico – Caminha

1, Novembro, 2008 Nenhum comentário

Realiza-se este fim de semana o 3º Campeonato Ornitológico Internacional C.O.M. do Atlântico, em Caminha, o qual visitei hoje.

Visitei as três edições deste evento, no últimos três anos e considero esta a melhor exposição de aves para quem vive no Norte do país. Este ano contou com 4385 aves inscritas, desde canários a araras.

Este ano senti que a variedade de canários e psitacídeos aumentou. No entanto, esteve bastante mais pobre no que toca a exóticos (que são as aves pelas quais mais me interesso). Também as vendas de aves junto à exposição estiveram mais pobres a nível de exóticos, mas muito mais ricas no que toca a canários.

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